Depois de ler matéria do UOL Esportes, sobre os prejuízos de Altético, América e crucru, por causa da ausência do mineirão (quem quiser conferir clique aqui), já começo a pensar no preço dos ingressos para o campeonato mineiro, copa do brasil, brasileiro 2011 e, eventualmente, sulamericana.
Em 2010, o Galo passou a cobrar, no brasileiro e copa do brasil, ingressos mais caros, sob a justificativa de investimentos pesados no futebol. Ficou famosa a frase do presidente: "O ingresso é R$40,00 mas o Rever é nosso" (http://twitter.com/alexandrekalil).
Embora os investimentos tenham sido pesados, o resultado não veio, e preço dos ingressos despencou para justificar a ida da torcida ao campo, seja em Sete Lagoas, seja em Ipatinga. Até porque, o torcedor não quis pagar R$40,00 para assistir ao timinho que o Luxa colocou em campo, e ainda ter despesas de deslocamento, alimentação, golo, etc., fora o risco de vida de enfrentar essas estradas horríveis, com motoristas piores ainda, especialmente, na maldita BR381, em Ipatinga.
Considerando que o preço inicialmente praticado, R$40,00 a cadeira, e R$150,00 a cadeira especial, que de especial não tem nada, já que nem coberta é, fico pensando: quais serão os valores praticados para 2011?
O campeonato mineiro, tradicionalmente, tem um valor mais módico, por razões óbvias. Na copa do brasil, o preço, que já um pouco mais alto, ia recebendo aumentos progressivos na medida em que o Galo passava de fases. No brasileiro de mata-mata, a mesma coisa, mas a partir dos pontos corridos, o preço já era mais salgado.
Tudo feito em nome da necessidade de investimentos no futebol.
Tudo bem, vá lá. Mas, como toda regra de mercado, só haverá público para pagar caro se o espetáculo justificar o investimento, coisa que não ocorreu em 2010. Resultado: cadeira a R$5,00 (meia R$2,50) e a especial a R$50,00 (meia R$25,00).
Mas, mais que investimentos no futebol, o clube tem que considerar o conforto (ou a falta de) ao torcedor.
Pagar mais que R$20,00 na cadeira comum, e R$40,00 na especial, na Arena do Jacaré, é absurdo!
Mesmo com o time indo bem!
Afinal, ficar quarando no sol, ou ensopado na chuva, não justifica preço superior a esses. Até porque, além do ingresso, o torcedor ainda vai ter despesa de gasolina, ou passagem no ônibus ou van, e alimentação. Ou seja, sai caro pra qualquer um.
O Kalil tem que considerar isso, sim, afinal, é o torcedor a justificativa maior para o clube.
De que adianta cobrar caro, para o estádio ficar vazio!?
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
A explicação dos baixos públicos do Galo neste Brasileirão
Li a matéria de ontem na Folha, sobre os prejuízos de Atlético e crucru, na renda de jogos, desde o fechamento do mineirão, me espantando, ainda, que a média de público das marias tem sido maior que a nossa, média em torno de 7.800 pagantes nos jogos delas ante 6.500 nos nossos jogos, dando um prejuízo, até agora de aproximados 6 milhões de reais.
Mas acredito que 3 fatores expliquem, e bem, as razões para isso:
1. Distância dos estádios:
Podem falar o que quiser, mas Sete Lagoas é longe demais para assistir a um jogo de futebol, qualquer que seja ele, e ainda que seja um jogo do Galo. Já ouvi de várias pessoas que ir lá é bem difícil. E as razões das dificuldades vão desde a estrada mal conservada e cheia até as condições do próprio estádio aos torcedores. Além disso,os horários dos jogos disputados em Sete Lagoas não ajudaram. Quarta-feira 21:50, sábado 18:30 e o clássico, num domingo às 18:30, definitivamente, não ajudam. A principal reclamação, entretanto, foi a estrada: muito cheia e com asfalto mal conservado, oferece um risco, sim, aos torcedores que se dirigem até lá. O risco de um acidente, não só entre os veículos que já transitam normalmente pela estrada, como também pela travessia de moradores das margens da rodovia, nos diversos bairros e cidades, acrescido do considerável aumento do fluxo de veículos nos dias de jogos, aumenta exponencialmente. Risco esse que muitos não desejam passar. E mandar jogos no Ipatingão também não ajuda muito. A 381 é conhecida como a rodovia da morte! Seus 100km até João Monlevade possui mais de 200 curvas! Um traçado sinuoso, com um volume de violento de veículos, que seria aumentado nos dias de jogos, faz o risco de acidente, que já é alto, aumentar ainda mais. E depois de Monlevade, a situação melhora só um pouquinho. Muito embora o Ipatingão seja melhor que a Arena do Jacaré, a distância e a estrada, definitivamente, não colaboram com o torcedor alvinegro. Nesse ponto, Sete Lagoas e Ipatinga, jogam contra a torcida...
2. Preço dos ingressos:
Tirando o jogo contra as marias, em que o ingresso de cadeira (nome pomposo para a mesma arquibancada de sempre) foi de R$25,00, ingresso a R$40,00 é muito caro. A Especial (que de especial não tem nada) a R$100,00 então... Tudo bem que o Galo investiu pesado na contratação de jogadores, e que o salários deles é alto. Mas a diretoria tem que entender que futebol no Brasil não é esporte de elite, em razão de vários fatores quem cabem discutir aqui, dada a complexidade do assunto. E mais, não serão os torcedores que vão pagar por isso. Não é a renda em campo que paga salário de jogador. Essa época já passou há muito tempo! Para isso, os clubes procuram os patrocínios que, nesse mandato, foi alardeado como o maior de todos os tempos no Atlético! Por isso, o ingresso tem que condizer com a condição do público, e obviamente, com a qualidade do espetáculo! Que, convenhamos, até aqui, não tem tido muita qualificação. Assim, o preço, somado à localização dos estádios onde o Galo tem jogado, afastam os público.
3. Resultados em campo e posição na tabela.
A despeito dos dois itens anteriores, acredito que o baixo público do Galo tenha como fator preponderante, a baixa qualidade do futebol apresentado pelo time, até aqui, e a consequente posição na tabela. Há de ser reconhecida a fragilidade do futebol apresentado pelo time nessas 13 rodadas. Mesmo com as vitórias sobre Grêmio Prudente, pela Sulamericana, e contra o Guarani, pelo Brasileirão, apesar do placar de 3x1, tais apresentações não convenceram, não deram confiança ao torcedor para enfrentar as estradas e ir a Ipatinga ou Sete Lagoas. E não há torcedor que aguente ir a campo com o time frequentando a zona de rebaixamento em 10 rodadas consecutivas. Acredito que, com a vitória sobre o Guarani, e se o Galo repetir a dose, com nova vitória sobre o Santos, restabelecendo a confiança da torcida, ainda que com as dificuldades indicadas nos itens 1 e 2, o número de torcedores em campo tende a aumentar.
Assim, o baixo público do Atlético está amparado no somatório desses três fatores: distância dos estádios e dificuldades no acesso+preço dos ingressos+má campanha. Quando um desses fatores se alterar, especificamente a má campanha, a torcida voltará com força total, seja onde for a que preço que for.
Mas acredito que 3 fatores expliquem, e bem, as razões para isso:
1. Distância dos estádios:
Podem falar o que quiser, mas Sete Lagoas é longe demais para assistir a um jogo de futebol, qualquer que seja ele, e ainda que seja um jogo do Galo. Já ouvi de várias pessoas que ir lá é bem difícil. E as razões das dificuldades vão desde a estrada mal conservada e cheia até as condições do próprio estádio aos torcedores. Além disso,os horários dos jogos disputados em Sete Lagoas não ajudaram. Quarta-feira 21:50, sábado 18:30 e o clássico, num domingo às 18:30, definitivamente, não ajudam. A principal reclamação, entretanto, foi a estrada: muito cheia e com asfalto mal conservado, oferece um risco, sim, aos torcedores que se dirigem até lá. O risco de um acidente, não só entre os veículos que já transitam normalmente pela estrada, como também pela travessia de moradores das margens da rodovia, nos diversos bairros e cidades, acrescido do considerável aumento do fluxo de veículos nos dias de jogos, aumenta exponencialmente. Risco esse que muitos não desejam passar. E mandar jogos no Ipatingão também não ajuda muito. A 381 é conhecida como a rodovia da morte! Seus 100km até João Monlevade possui mais de 200 curvas! Um traçado sinuoso, com um volume de violento de veículos, que seria aumentado nos dias de jogos, faz o risco de acidente, que já é alto, aumentar ainda mais. E depois de Monlevade, a situação melhora só um pouquinho. Muito embora o Ipatingão seja melhor que a Arena do Jacaré, a distância e a estrada, definitivamente, não colaboram com o torcedor alvinegro. Nesse ponto, Sete Lagoas e Ipatinga, jogam contra a torcida...
2. Preço dos ingressos:
Tirando o jogo contra as marias, em que o ingresso de cadeira (nome pomposo para a mesma arquibancada de sempre) foi de R$25,00, ingresso a R$40,00 é muito caro. A Especial (que de especial não tem nada) a R$100,00 então... Tudo bem que o Galo investiu pesado na contratação de jogadores, e que o salários deles é alto. Mas a diretoria tem que entender que futebol no Brasil não é esporte de elite, em razão de vários fatores quem cabem discutir aqui, dada a complexidade do assunto. E mais, não serão os torcedores que vão pagar por isso. Não é a renda em campo que paga salário de jogador. Essa época já passou há muito tempo! Para isso, os clubes procuram os patrocínios que, nesse mandato, foi alardeado como o maior de todos os tempos no Atlético! Por isso, o ingresso tem que condizer com a condição do público, e obviamente, com a qualidade do espetáculo! Que, convenhamos, até aqui, não tem tido muita qualificação. Assim, o preço, somado à localização dos estádios onde o Galo tem jogado, afastam os público.
3. Resultados em campo e posição na tabela.
A despeito dos dois itens anteriores, acredito que o baixo público do Galo tenha como fator preponderante, a baixa qualidade do futebol apresentado pelo time, até aqui, e a consequente posição na tabela. Há de ser reconhecida a fragilidade do futebol apresentado pelo time nessas 13 rodadas. Mesmo com as vitórias sobre Grêmio Prudente, pela Sulamericana, e contra o Guarani, pelo Brasileirão, apesar do placar de 3x1, tais apresentações não convenceram, não deram confiança ao torcedor para enfrentar as estradas e ir a Ipatinga ou Sete Lagoas. E não há torcedor que aguente ir a campo com o time frequentando a zona de rebaixamento em 10 rodadas consecutivas. Acredito que, com a vitória sobre o Guarani, e se o Galo repetir a dose, com nova vitória sobre o Santos, restabelecendo a confiança da torcida, ainda que com as dificuldades indicadas nos itens 1 e 2, o número de torcedores em campo tende a aumentar.
Assim, o baixo público do Atlético está amparado no somatório desses três fatores: distância dos estádios e dificuldades no acesso+preço dos ingressos+má campanha. Quando um desses fatores se alterar, especificamente a má campanha, a torcida voltará com força total, seja onde for a que preço que for.
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