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terça-feira, 17 de julho de 2012

O Brasil Ainda Desconfia do Atlético

O título deste post é uma frase dita pelo PVC no Linha de Passe de ontem, 16/07/12, em resposta a um "assinante fã de esporte", como eles gostam de nos chamar, que questionava se o Corinthians seria mais mencionado se estivesse na liderança do campeonato.
A despeito da frase, os integrantes do programa, à exceção do sempre ranzinza Fernando Calazans, reconheceram que, hoje, apenas o Galo faz campanha consistente, com bom futebol.
E todos destacaram a importância de Ronaldinho Gaúcho (a exceção, como sempre, ficou com o Fernando Ranzizans, que teve a cara de pau de comparar o R49 do campeonato carioca com este que joga no Galo...), que apesar de não ser mais aquele Ronaldinho tem mostrado sua qualidade em momentos que, no decorrer da partida, se mostram decisivos.
E hoje, em seu blog, PVC compara os números do Galo de 2012 que supera os do Cruzeiro de 2003, nas primeiras nove rodadas do brasileiro, citando, ainda, que apenas o Corinthians de 2011 e o Flamengo de 2009, foram os outros times que superaram os números azuis, ressaltando, novamente, que aquela equipe de 2003 inspirava confiança na conquista do título, coisa que o Galo ainda não é capaz.
E, apesar de tudo, ele está certo.
Cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém, pois, a verdade, é que, se de 2004 pra cá lutamos contra o rebaixamento, sendo 2009 o ponto fora desta curva, que no final não rendeu o resultado esperado, frustrando, mais uma vez, sua torcida, é óbvio que essa campanha, apesar de toda a reconhecida qualidade do elenco, somente será reconhecida do meio pro final, e mesmo assim, se o papelão de 2009 não se repetir.
E temos que encarar isso com naturalidade, sem bairrismos ou síndrome de vira latas, porque, de fato, nosso passado recente nos condena.
O time do Galo, em termos de desconfianças, guardadas as devidas proporções, lógico, é Ronaldinho Gaúcho!
E se o R49 está mostrando que ainda tem condições de jogar em alto nível, cabe ao atual elenco, repetindo o exemplo do Gaúcho, mostrar que não é o cavalo paraguaio que a imprensa nacional pensa que o elenco é (e espera que seja), e, efetivamente, conquistar a vaga da Libertadores e até o título.
A verdade é que a imprensa nacional descobriu o time do Galo, descobriu o jogo do Cuca, que agora tem sido elogiado até na questão psicológica, e que faz, claro, com sejamos o adversário a ser batido, pela imprensa e pelos demais times.
O momento é de euforia sim, mas para nós, torcedores, porque é só o que nos importa. Mas para o time o momento deve ser atenção, redobradíssima, até, já que fomos eleitos, especialmente depois da sensacional virada sobre o Figueirense, o time mais consistente do campeonato.
Mas que ainda não inspira confiança...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Do Blog do Erich Beting - Sobre a TV e o C13

A TV virou a desculpa para o C13 rachar de vez

Vai rachar. Pelo menos é isso que aparentemente se mostra no cenário de discussão dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para o triênio 2012-2014. Hoje, porém, esse racha parece mesmo ser para valer, diferentemente daqueles movimentos que desde 2004 acontecem dentro do C13.
Mas, por trás da questão da TV, está mesmo a questão política da entidade que, teoricamente, representa o interesse dos clubes do futebol brasileiro. Como já falei aqui no blog no ano passado, quando as eleições para a presidência do C13 quase terminaram com o fim da Era Fábio Koff, o problema todo é que não há um projeto para a gestão do futebol por parte dos clubes. O C13 não é independente, não atua apenas pensando na melhoria da situação dos clubes, não funciona como uma liga de fato.
Nos EUA, as ligas são empresas que têm os clubes como sócios e que, por causa disso, precisam dar lucro. A divisão do bolo de dinheiro arrecadado é feita de forma a todos terem o melhor nível de igualdade financeira para, então, aquele que for mais competente na esfera esportiva se sobressair. A lógica da meritocracia americana dita o funcionamento do esporte, tanto que o draft, que escolhe os melhores jogadores jovens para os times profissionais, ocorre de maneira inversa. Quem tem pior desempenho tem direito a ficar com o melhor jogador em seu time.
No futebol, em todo o mundo, a constituição do esporte é baseada, meramente, na força política das instituições. Ganha mais quem manda mais é a lógica que permeia a maioria das decisões do futebol.
O que acontece agora no Clube dos 13 é a essência dessa maneira de existir do futebol. A TV virou a desculpa para uma queda de braço política. Os dirigentes dos clubes não estão pensando com a cabeça no negócio. Não se debate o que vai gerar maior receita para os clubes no longo prazo. No discurso, porém, usa-se isso como argumento para um clube pender para um lado ou para o outro, mas não é a cabeça no negócio que determina o caminho a ser tomado.
Não tem como a comissão do C13 que discute as propostas das TVs ficar à parte da disputa política. Por mais que se tente chegar a uma definição tecnicamente melhor, a assinatura que vale é a do presidente do clube. E, como o dirigente tem de seguir a lógica do "pode mais quem manda mais", o impasse está criado.
Parece que agora o C13 racha de vez. E fica cada vez mais claro que o grande prejudicado, nisso tudo, será o futebol. A queda de braço política muito provavelmente vai culminar numa decisão inicial de intransigência de alguns clubes em assinar o acordo de TV. E isso deverá fazer com que, a princípio, nenhuma emissora esteja credenciada legalmente para transmitir a competição.
Enquanto os dirigentes acham maravilhoso elevar para quase R$ 700 milhões o valor recebido por todos os direitos de transmissão do Brasileirão, a NFL, liga mais profissionalizada do mundo, entra em 2012 com cerca de metade das transmissões na TV de um Brasileirão mas com receita de US$ 4 bilhões. Sim, é isso mesmo. Quase dez vezes mais do que o futebol brasileiro arrecada, mas tendo vendido apenas os direitos de transmissão para a televisão, sem contar internet, celular, pay-per-view, que geram alguns outros milhões para os cofres da liga...
A política contamina o negócio. Enquanto o modelo de gestão do futebol não for repensado, discussões vazias continuarão a imperar. E o produto futebol, sem valorização, continuará a achar que o que vale mesmo é ter alguns milhões no bolso sem se preocupar com a qualidade daquilo que se oferece para o público.
Por Erich Beting às 18h08

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

RESUMÃO

Em face do afastamento das atividades do dia-a-dia do blog, passo ao resumão dos fatos relevantes dos últimos dias, relacionados ao Glorioso.

Brasileirão 2010
O Galo começou a dar sinais de vida, com duas vitórias seguidas, sobre Corinthians e Atlético/GO. Empatou com o Ceará, algo que não podemos tomar como normal, e perdeu para o Inter, que seria um resultado possível/plausível, mas na nossa condição não poderia ter acontecido. Até porque, dava para ter segurado o empate.
Mas estamos aí, na luta, graças à intervenção de Dorival Jr, que veio demonstrar como se realiza trabalho sério, com competência e de qualidade, com respeito aos atletas, à direitoria e, especialmente, à torcida.
O que o Luxemburgo fez por aqui é digno de processo judicial, dada a quantidade de cagadas que deixou por aqui.

Luxemburgo
Por falar nele, vi a "entrevista" dele no "Bem, Amigos", do Galvão Bueno e seus asseclas baba-ovo participantes daquele circo. Uma entrevista em que nada de importante, incisivo, foi perguntado. Todo mundo na imprensa sabia de um monte de informações sobre a falta de trabalho dele no Galo. As noitadas, dele e dos jogadores, as rodadas de poker noite adentro e madrugada afora. Treinos em meio período, etc. Nada, absolutamente nenhuma palavra foi dita acerca desses assuntos. Apenas as amenindades de sempre e, claro, graças ao ridículo Renato Maurício Prado, muito, mas muito papo furado sobre o Flamíngua. Apenas o Galvão teve coragem de perguntar, mas bem de leve, sobre a sua tão decantada reciclagem e sobre o que aconteceu para as coisas não terem rendido como se esperava por aqui.
Aí ouvi a pérola das perolas já ditas por Luxemburgo. Depois de culpar o pão que caía com a manteiga pra baixo, da falta de fome dos jogadores, a culpa por tudo de errado que aconteceu por aqui foi da lesão, dele, não dos atletas. A lesão do técnico foi a culpada pela falta de rendimento/atividade do time... Mas, ao contrário do que pensa Tiririca, ainda ia ficar pior: ele confessou o que todo mundo já sabia, mas, claro, passou batido no programa: ele não treinava o time, e só passava na sexta-feira para dar "uma ajeitadinha" no time pro fim de semana. Confessou que deixou o time nas mãos dos assistentes (desde quando Rincón é técnico!?) e alegou que foi por causa da cadeira de rodas. Ora, faça-me o favor.
Quer dizer, confessou que ganhou sem trabalhar. Depois disso, só me resta perguntar: cadê o Departamento Jurídico do Atlético?

Sulamericana
Começou a fase internacional da Sulamericana. Depois de 10 anos o Galo realiza um jogo internacional. E foi bem, mostrando, de novo, a diferença que Dorival Jr representa nesse time. Apesar de não estar comentando jogos, já que falamos sempre as mesmas coisas, ontem pudemos confirmar a mudança de comportamento de Diego Souza e a importância de Obina para o ataque do Galo. 2x0 foi pouco, pois o Galo poderia ter marcado mais, muito mais. 2x0 foi pouco para que pudéssemos ir à Colombia à passeio. Mas tudo bem. A vitória serviu, principalmente, para dar moral contra o Avaí, no próximo domingo, a fim de garantir a reviravolta na nossa posição na tabela.

Clássico
Começou a palhaçada. Toda véspera de Atlético e Crucru é essa mesma ladainha. De ambos os lados. O Kalil sai falando um monte, inclusive de besteiras, que são retrucadas pela turma perrelista, que tomou conta do clube azul calcinha.
A última do momento, porém, começou com as marias, indicando o Parque do Sabiá como local da partida, em exercício do mando de campo. Do nosso lado, Kalil já disse que não aceita, em face do que ocorreu no primeiro turno. As marias retrucaram que o mando é delas e elas fazem o que quiser, onde quiser. Tudo bem, cada um sabe o c* que tem...
Mas a questão aqui é mais de ética, como bem lembrou Cristian Munaier, do Terreirão.
Na Turma do Bate Bola de ontem, Valdir Barbosa disse que não tem nenhuma ata determinando/obrigando a realização do jogo na Arena do Jacaré e por isso o Kalil podia espernear o quanto quisesse, que a decisão é do crucru, após a autorização da FMF/CBF. E que o máximo que poderia ser feito é garantir os 10% da carga de ingresso à torcida adversária.
Contudo, a posição defendida pelo Atlético é mais que correta. Não há obrigação aos clubes, mas há um acordo de cavalheiros. Na ata da reunião entre os clubes, o MP, a FMF e a Polícia Civil, ficou acertado o clássico em Sete Lagoas com torcida única, por segurança, o que foi aceito pelos dois clubes, e que os clubes envidariam todos os esforços para manter o jogo em Sete Lagoas.
O Galo cumpriu sua parte: realizou o jogo em Sete Lagoas. Agora faltava as smurfetes cumprir a sua e realizar o jogo no mesmo local.
Enfim, ética, que no futebol é uma palavra que está escondida no dicionário. E mais escondida ainda no cúpula crucruzeira, considerando que seu presidente está sendo investigado pelo MP...

domingo, 22 de agosto de 2010

COMEÇOU, OFICIALMENTE, O DESESPERO

Depois de 15 rodadas, o Galo tem:
13 pontos em 45 disputados.

10 derrotas, 4 vitórias, 1 empate
28 gols, a defesa mais vazada do campeonato.
16 gols, um dos ataques mais fracos do campeonato
18º lugar na classificação.

E já me mandaram o mantra para a parte final do campeonato:
11 vitórias em 23 para evitar o rebaixamento.

Campanha, até aqui, pior que a de 2005, ano do fatídico rebaixamento.
Começou, oficialmente, o desespero.
Antes de me crucificarem neste espaço, quero esclarecer as razões de meu pessimismo.
É que, nesse exato momento, ouço o Neto, na Band, e esclareço que não gosto dele como comentarista (fraco, sem educação), nem como jogador (afundou a gente quando passou por aqui), que ele acreditava que esse time ia dar liga, só craques, e craques com compromisso com o CAM, diferentemente dele, e ainda mais com o Luxemburgo no comando. Ao final, ele completou: se esse time não deu liga até agora, não dá mais. Nem com Luxemburgo. E ainda ressaltou: o objetivo vai ser escapar do rebaixamento.
Do jeito que a coisa em se desenhando, o script é o mesmo de 2005.
Assim, no momento em que começamos a cogitar fazer conta de vitória para não ser rebaixado, é o início, oficial, do desespero.
ACORDA GALO!!!!