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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CAMPEONATO DO DESCRÉDITO

O adiamento do jogo entre Flamengo e Atlético, inicialmente previsto para amanhã 03/08/12, além de garantir inquestionável privilégio ao time carioca, como sempre, serve também para jogar o campeonato brasileiro no total e completo descrédito.
Uma decisão casuística, resolvida em momento inoportuno e que tem o claro objetivo de privilegiar um clube que, historicamente, sempre teve questionáveis eventos que lhe foram favoráveis.
Não precisamos nem repetir a arbitragem de José Roberto Wright, em 1980 e 1981, justamente contra o nosso Galo, passando pelos inúmeros julgamentos, no mínimo estranhos, no STJD, até os comentários maliciosos e favoráveis proferidos por todas, não só pela Globo, emissoras de televisão.
Muitos jornalistas criticaram a decisão de adiar o jogo do Galo, sob o fajuto argumento do estado do gramado do Engenhão, local inicialmente designado para a partida, justificando que as demais partidas que ali seriam realizadas tiveram suas datas mantidas, o que é correto, mas defenderam a inexistência de um complô armado pela CBF contra o CAM.
Ora, pode até não haver um complô orquestrado, previamente resolvido, contra o Galo, mas que tudo isso é, no mínimo, muito estranho, é!
Isto porque, historicamente, o Atlético é um forte rival da CBF.
E mais recentemente, passou a ser também dos clubes que mamam nas tetas "beneficentes" da Globo e da CBF, numa luta que tem, apenas, o intuito de melhorar a vida financeira de todos clubes, e obter a tão sonhada autonomia econômica, o fim da dependência dos recursos da TV.
Certamente, com isso, não há por parte do órgão máximo do futebol brasileiro, o equivalente bom tratamento dado aos demais clubes.
E a nota oficial do Flamíngua, apoiando e agradecendo a decisão da CBF, só faz a coisa toda cheirar ainda mais mal.
A decisão de adiar o jogo, como dissemos, somente serve para beneficiar o Flamerda, que vem passando por péssimo momento no campeonato com evidente risco de rebaixamento, e na vida, com telefones cortados, novas ações judiciais, e até notícia de que a alimentação dos funcionários foi suspensa durante uns dias, tudo por falta de pagamento. Dá ao time da TV um suspiro, uma chance de fazer com que o novo treinador dê uma cara a esse amontoado de jogadores, e no fim, serve para cortar o embalo dos jogadores atleticanos, e colocar pressão sobre o nosso elenco, caso os demais resultados nos sejam desfavoráveis.
E para piorar, a nova data deverá ser, exatamente, na semana que antecede ao clássico contra as smurfetes, contra as quais estamos engasgados desde o fim do ano passado.
Na verdade, tudo isso é apenas a repetição, na cara mais dura, de tudo aquilo que já assistimos nos últimos 50 anos de futebol brasileiro. Ou alguém acha que tais privilégios foram extintos. NUNCA! Foram, no máximo, reduzidos, realizados nas sombras, mas cujos fantasmas de vez em quando aparecem...
É assim desde os tempos de João Havelange, continuados por seu ex-genro, Ricardo Teixeira, perpetuado por José "medalha" Marin, e que, provavelmente, assim continuará sendo com Marco Polo Del Nero, atual vice presidente da CBF e futuro presidente.
Mudam-se os atores, mas o filme continua, e continuará, ruim...

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