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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

KOMBI: 55 ANOS DE LIDERANÇA!

Neste domingo 2/9, a VW comemorou a marca de 55 anos de produção da Kombi no Brasil. A van, produzida desde 2 de setembro de 1957, na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, é simplesmente o veículo mais antigo em produção no país e um dos mais velhinhos "em atividade" no mundo – é o mais longevo da história da indústria automobilística mundial. Primeiro veículo produzido pela montadora alemã em solo brasileiro, o utilitário tem mais de 1,53 milhão de unidades produzidas.

Nesses 55 anos de Brasil, a van popular da Volkswagen nunca perdeu a liderança do segmento – a posição é mantida desde o seu lançamento. Em 2012, o utilitário já somou mais de 15 mil unidades, total que representa 39,4% das vendas do nicho. Em cinco décadas, a Kombi recebeu diversas atualizações. A última foi em 2005, quando o modelo recebeu o motor 1.4 flex arrefecido a água. Capaz de produzir 80 cv com etanol, o bloco ficou 34% mais potente e 30% mais econômico que o antecessor refrigerado a ar.

Os primeiros esboços da Kombi surgiram no fim dos anos 1940, pelas mãos do holandês Ben Pon, que desenhou em seu bloco de anotações um veículo utilitário baseado no Fusca. O nome vem do alemão Kombinationfahrzeug, que quer dizer veículo combinado ou multiuso. No início da década seguinte, a produção teve início na Alemanha. Entre as características inovadoras destacavam-se a carroceria monobloco, a suspensão reforçada e o motor traseiro, refrigerado a ar e de apenas 25 cv de potência. Anos mais tarde, ela desembarcou no país, importada pela Brasmotor, na época representante da Chrysler no país.

Em 1957, as primeiras unidades da Kombi deixavam a linha de produção brasileira, com 50% de nacionalização. O formato exótico, a estrutura robusta e o baixo custo de manutenção cativaram os brasileiros de cara. Também era fácil de manobrar e o modelo nacional era praticamente idêntico à versão alemã. O motor era um boxer de quatro cilindros, 1.200 cm³ com 30 cv de potência e estava associado a um câmbio de quatro marchas. A tração, traseira, demorava 25 segundos para levar a perua até 90 km/h.


Apesar da popularidade, o futuro da boa e velha Kombi ainda é incerto. Muitos apostam no fim da produção para 2014, quando entra em vigor a legislação que obriga a inclusão de freios com ABS e airbags para todos os veículos fabricados no país. 


Se no Brasil seu futuro é incerto, na Holanda seu comércio é garantido. A VW brasileira, única do mundo a ainda fabricar o modelo do mesmo jeito que era na Europa na década de 1970, ainda exporta a Kombi pra lá, a pedido, para que a mesma seja modificada e transformada em Camper Van, um tipo de Motor Home, com cama, fogão, pia, e outros acessórios para o uso em ambientes rurais/selvagens.

Se aqui ela acabar, pelas imposições da legislação, deixando saudade, seu futuro ainda está garantido na Holanda...

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