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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

POLÍTICA E FUTEBOL

Hoje, 03/10/12, o Presidente Alexandre Kalil publicou um vídeo em que pede votos para o Vice Presidente, Daniel Nepomuceno, candidato à reeleição como vereador em Belo Horizonte, o que rendeu inúmeros comentários nas redes sociais, tanto contra (a maioria) quanto a favor.
Os comentários contrários entendiam, em suma, que seria um absurdo os dois utilizarem o clube para realização de campanha política.
Com a devida vênia da maioria, embora não goste deste tipo de mistura, não vejo, tanto o pedido do Presidente, quanto a campanha do vice, como utilização do clube.
Na minha opinião, utilizar o clube seria utilizar de sua estrutura, seu dinheiro, seus funcionários, jogadores, para a campanha.
E, salvo melhor juízo, ou até que provem o contrário, isso não está acontecendo na campanha de Daniel Nepomuceno. Não vi na sede de Lourdes, no Labareda, na Vila Olímpica, na Cidade do Galo ou no Independência, faixas, banners, cavaletes, etc., com propaganda de Daniel Nepomuceno. 
E nem digam que quem distribui santinhos nas imediações do estádio conta como utilização do clube, pois isso não ocorre dentro do Independência, e vários outros candidatos também distribuem santinhos nos dias de jogos próximo ao estádio.
O exemplo oposto a isso é a campanha de Celso Russomano à prefeitura de São Paulo, em que a Rede Record, principal interessada, tem usado (como é de seu costume) a estrutura da emissora para fazer campanha, com a exibição exaustiva de imagens dele, além dos pedidos de votos pelos pastores e agregados nos cultos da Igreja Universal do Reino de Deus, controladora da emissora. Isso sim é utilizar da empresa/igreja para fazer campanha, direcionando recursos e profissionais em favor do candidato. E, como disse, não vi isso acontecendo em favor de Daniel Nepomuceno.
Se for assim, nenhum ex-jogador, como Reinaldo, João Leite, Heleno, e mais recentemente, Marques e Paulo Roberto Prestes, poderia se candidatar a qualquer cargo público, dado que suas imagens estarão, sempre, ligadas ao Clube Atlético Mineiro.
Da mesma forma, diversos jornalistas, apresentadores de TV, e um sem número de pessoas, como o Fulano do bar, o tiozinho da farmácia, o Rodriguinho da Kombi (não sou eu, já aviso, mas tem gente me zuando...), e várias outras pessoas que usam como referência seu bairro, seu trabalho, sua ocupação, também não poderiam se candidatar a qualquer cargo público.
Alexandre Kalil, tem o direito de pedir voto a quem ele quiser! Aécio Neves e Antônio Anastasia pedem votos para Márcio Lacerda e ninguém os acusa de usar o Senado e o Governo de Minas por isso, assim como Dilma pede voto para Patrus, e ninguém a acusa de usar a Presidência da República para isso!
Gilvan Tavares, como Presidente Maria pediu votos a Márcio Lacerda, integrando o acordo dos clubes de Minas, e ninguém o acusou de usar o Cruzeiro para isso. O mesmo vale para Patrus, com seus adesivos.
Porque que com o Presidente do Atlético tem de ser diferente!? Só porque ele é presidente de um clube de futebol? Não. Porque a Dilma pode!? Só porque ela é Presidente da República!? Também não!
QUERO DEIXAR BEM CLARO: NÃO ESTOU DEFENDENDO QUALQUER CAMPANHA, CANDIDATO OU CANDIDATURA!
Mas a patrulha ideológica que tomou conta das redes sociais tem acabar, porque cada um é livre para apoiar e pedir voto a quem quer que seja. Basta a você, eleitor, decidir da melhor forma possível quem será seu candidato.
Alexandre Kalil pode pedir votos para quem ele quiser. Só não, como disse antes, permitir a utilização dos recursos, funcionários, estrutura, etc., do Clube Atlético Mineiro. Mas se alguém souber ou tiver provas de que isso está acontecendo, que as apresente, pelo bem não só do Galo, mas pelo bem do processo eleitoral e da política de Belo Horizonte, que já anda mal há tempos...
E você, eleitor, que trate de escolher direito em quem vai votar no dia 07/10/12, para que coxinhas, aumentos dos próprios salários, aumentos de IPTU, excessos da BHTrans, não voltem a ocorrer na nossa já castigadíssima Belo Horizonte!

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