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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O FIM DE UM MITO

Nessa fase de especulações sem fim, e que tanto enchem o saco, já que tudo pode ser e ao mesmo tempo não é, as eleições para a presidência do Galo, na próxima quinta-feira, dia 15/12/11, tomam conta de parte do noticiário, especialmente neste ano em que três chapas concorrem, e diante de tudo o que cada um já disse, ficaram bem concorridas, diferentemente de outros anos.
Mas um aspecto deve ser observado: qualquer que seja o resultado da eleição, já existe um perdedor: Alexandre Kalil.
Isso mesmo!
Mesmo que Kalil vença as eleições, ele será o maior perdedor.
Independentemente da confirmação de sua vitória, será o fim de um mito!
Kalil era tratado pela torcida e por parte da imprensa como um mito, o Jesus alvinegro, o Messias, o Filho de Elias viria para salvar o mundo alvinegro.
O herdeiro daquele que é considerado por muitos como o melhor dirigente que o Atlético já teve, só teria que fazer jus à sua linhagem e conduzir o Galo aos dias de glória de outrora.
Chegou no olho do furacão da renúncia de Ziza, em 2008, no ano do centenário, para colocar a ordem necessária naqueles dias de confusão generalizada, em que nem mesmo os demais responsáveis pelo clube honraram as calças que vestiam para assumir o clube e fugiram.
Kalil não fugiu!
Chegou e fez piada com seu antecessor, demitiu gente, sob o argumento de que eram apenas penduricalhos da péssima administração anterior. Prometeu trabalhar para fortalecer a imagem do Galo, com jogadores de nível, e não com as barcas que dizia terem sido feita nos cinco anos anteriores.
A massa foi ao delírio com o que parecia ser o enterro definitivo de anos de desmandos e humilhações, de mexiricas e bilus, derrotas e  rebaixamentos, e o início de uma era de títulos e dinheiro.
Afinal, tudo era com ele. Ele acertava e ele errava.
Só que, passados três anos, o Messias, ops, digo, Alexandre Kalil, falhou. Conseguiu ser pior que seu antecessor.
O que parecia ser o cumprimento da promessa de dias melhores, resultou num gosto amargo de decepção, com o time que liderou boa parte do campeonato, despencar no finzinho, ficar de fora da libertadores e ainda ver o maior rival lhe tomar o lugar.
Mas aquilo foi tolerado, afinal, era o início do mandato. E, para coroar o apoio da torcida, tudo o que tinha "dado errado" em 2009 foi extirpado do clube e um novo projeto foi apresentado. Resultado: nova luta contra o rebaixamento em 2010. O mesmo aconteceu em 2011.
Três anos depois, 72 jogadores depois, quase 50 rodadas na zona de rebaixamento depois, e uma goleada muito mal explicada no fim do campeonato de 2011, em circunstâncias no mínimo estranhas, em que a desconfiança da massa atingiu tudo e todos, o mito Alexandre Kalil acabou.
A torcida já não acredita mais em suas palavras, já desconfia de muito o que ele diz, notadamente pelas escolhas erradas, pela manutenção de um diretor de futebol contestado, em face de negócios estranhos dos quais participou ainda quando estava do lado de lá da lagoa.
Junte-se a isso tudo a ligação de Alexandre Kalil com Ricardo Guimarães, o onipresente ex-presidente  e atual presidente do BMG, o parceiro das horas difíceis (a quem o Galo deve milhões), faz com que a Massa já não garanta o mesmo apoio que dava antes a ele.
Nem mesmo a informação de que as finanças entraram no eixo, fato contestado pelas demais candidaturas, consegue dar paz a Alexandre Kalil junto à torcida.
A justificativa dada por ele, para todos esses erros, foi a inexperiência. Mas como entender assim, se ele já está nisso desde 2001, quando foi diretor de futebol do Galo, no mandado de Nélio Brant!? 
Enterrado vivo na porta da sede, com manifestações crescentes de desconfianças, contratações contestadas, atitudes egocêntricas, acusações graves dos demais candidatos à presidência, mesmo que seja reeleito, diante da imagem que tinha antes e da que tem agora junto à torcida, de pedra a vidraça, o maior perdedor nessa eleição é, sem dúvida, Alexandre Kalil.
Ainda que nos próximo três anos tudo mude e o Galo se torne o papa títulos do Brasil, todos esses eventos contribuíram, decisivamente, para o fim do mito.
A imagem do Filho de Elias mudou, e mesmo com todas as vitórias do mundo, até com um título de Liberadores, jamais será a mesma.

Um comentário:

  1. Excelente análise. O Kalil, com sua gestão egocêntrica e sua incompetência, afastou o Galo de sua torcida. No mínimo, foi omisso no caso Independência-Mineirão, o que afastou o Clube de seu maior patrimônio, a torcida. Entregou o Galo na mão de Luxa, Maluf, e mandou embora ídolos da Massa como Marques e Tardelli. Ele nunca nos respeitou. FORA KALIL!!!!

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